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Marketing, crescimento e governança

  • Foto do escritor: Paulo Fernando de Almeida
    Paulo Fernando de Almeida
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Ao longo da carreira, construí atuação em marketing estratégico, crescimento e performance,

liderando iniciativas de planejamento, branding, inteligência de mercado, performance comercial e governança de operações nos setores de educação, energia e, mais recentemente, no setor público.


Em ambientes privados, atuei na integração entre marketing, comercial e operações para geração de crescimento sustentável, aumento de receita, fortalecimento de marca e tomada de decisão orientada por dados. Estruturei canais digitais, estratégias de growth marketing, modelos omnichannel, BI e indicadores de performance, sempre com foco em escala, eficiência e resultado, mantendo-me atualizado sobre a evolução em martech e inteligência artificial.

A partir de 2019, passei a aplicar esse mesmo repertório em um contexto diferente: a gestão pública e institucional, atuando como Assessor Sênior de Direitos Humanos. Para alguns, isso pode parecer uma ruptura. Para mim, foi uma expansão natural do campo de atuação da estratégia.

Marketing, no nível executivo, nunca foi apenas comunicação. Philip Kotler já afirmava que marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor em ambientes de mudança. Essa definição sempre orientou minha atuação. E no setor público, essa lógica não desaparece. Ela se torna ainda mais crítica.

Nesse ambiente, as decisões envolvem múltiplos stakeholders, interesses legítimos distintos, restrições regulatórias e alta exposição institucional. Exatamente por isso, competências como planejamento estratégico, governança, leitura de contexto e execução orientada por indicadores ganham ainda mais relevância.


Nesse período, liderei projetos intersetoriais, estruturei governança por meio de comitês executivos e conduzi iniciativas em ambientes de alta complexidade institucional. Estive à frente da estruturação e implementação de plataformas institucionais estratégicas, como o Plano Municipal de Direitos Humanos, o Plano Municipal de Prevenção à Autolesão e ao Suicídio e o programa Selo Empresa Amiga dos Direitos Humanos, além da condução do processo de certificação Migracidades da OIM ONU. Iniciativas que exigiram visão sistêmica, gestão de stakeholders, definição de indicadores e capacidade de execução em ambientes regulados e de alta exposição institucional.

Essa vivência reforçou algo que Ram Charan sintetiza de forma precisa ao afirmar que estratégia é disciplina de execução em contextos reais, não um exercício conceitual. Seja no setor privado ou público, o desafio permanece o mesmo: transformar diretrizes em resultados, mesmo quando o ambiente é complexo, político ou instável.

Essa experiência ampliou minha visão sobre tomada de decisão em contextos regulados, gestão de interesses diversos, construção de consenso, reputação organizacional e execução estratégica sob escrutínio constante.


Hoje, retorno ao mercado privado com uma convicção clara. Essa vivência não me afastou do marketing. Ela aprofundou minha capacidade de atuar nele em nível executivo.

Em um cenário em que marcas, crescimento e performance estão cada vez mais conectados a governança, ESG, relações institucionais e impacto, ter transitado entre o setor privado e o público deixou de ser exceção. Passou a ser vantagem competitiva.

Minha trajetória segue sendo de marketing estratégico, crescimento e performance. A diferença é que agora ela carrega um repertório ampliado de governança, articulação institucional e gestão de complexidade, exatamente o tipo de capacidade exigida de lideranças que atuam em contextos híbridos, desafiadores e em transformação.


Marketing não é apenas sobre vender mais. É sobre entender sistemas, pessoas, interesses e decisões. E isso vale tanto para empresas quanto para instituições.


 
 
 

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